Entrevista com o Professor Knobler

Publicado en (Entrevistas) el 18-11-2008

por Dr. Renato Bakos

O Dr. Robert Knobler, convidado internacional de nosso evento em outubro, é Professor do Departamento de Dermatologia da Universidade de Viena. Recentemente, ele nos concedeu uma entrevista contando um pouco mais sobre suas afinidades com a América do Sul e sobre suas expectativas quanto ao nosso evento este ano.

1. Por favor, o senhor poderia nos apresentar o momento atual dos estudos em Fotobiologia na Europa? Quais são os principais interesses do seu Departamento nesta área?

Os grupos de pesquisas em Fotobiologia na Europa são bastante atuantes. Isto pode ser evidenciado pelos recentes encontros organizados pela Sociedade Européia de Fotobiologia em Bath, Inglaterra e pela reunião da Academia Européia de Dermatologia em Istambul e pela que ocorrerá em Paris. Existem muitos projetos financiados por fundos de instituições nacionais, porém numerosos projetos contam também com financiamento da indústria farmacêutica. Nosso departamento, liderado pelo Prof. Hönigsmann, possui grupos de pesquisa bastante atuantes que realizam pesquisas clínicas nas áreas de Fototerapia, Laserterapia e Fotoimunoterapia extracorpórea. Nosso departamento esta ranqueado entre os maiores centros do mundo nestas áreas, devido ao seu espaço físico, ao volume de pacientes atendidos e as pesquisas desenvolvidas.

2. Como iniciou seu vínculo com os dermatologistas da America Latina? Como surgiu a idéia de fundar a Sociedade Latino-americana de Fotobiologia (LSPP)?

Eu nasci na América do Sul e fiz toda minha formação escolar em Lima, Peru. Naturalmente, meu interesse, minha identificação, assim como, o contato contínuo com o continente e seus aspectos, são muito queridos para mim. Diversos encontros científicos que tive com dermatologistas latino-americanos durante e após meu período de formação nos Estados Unidos e Europa me motivaram para estar mais envolvido. Meu interesse e contribuições nas áreas, nas quais tenho particular interesse (Linfomas cutâneos e Fotoimunoterapia extracorpórea), deram a oportunidade de dividir com os colegas da América Latina os novos avanços destas áreas. Após freqüentes convites para encontros científicos, naturalmente os laços se fortificaram. Por ser membro ativo das Sociedades Européia e Americana de Fotobiologia e por contar com a motivação de meus colegas da América Latina , era lógico pensar que seria necessário criar um grupo no continente com suas características e propriedades. Por razões óbvias e minha relação próxima com os dermatologistas do Peru, o primeiro congresso se realizou em Lima, seguindo-se os congressos no Equador e no Chile.

3. Como um dos fundadores e um dos membros mais ativos, como você se sente há poucos meses do seu quarto congresso internacional?

É bastante empolgante e encorajador o fato de que o quarto congresso realizar-se-á no Brasil e de que o quinto congresso já esteja sendo planejado. Parece que a LSPP desenvolve a sua própria identidade e tem o seu momento.

4. Quais suas expectativas para o quarto congresso da LSPP? O que podem esperar os participantes do encontro?

Nós esperamos uma participação importante dos colegas do continente, em particular do Brasil, pelo fato de ser o pais anfitrião. Nós teremos um excelente grupo de professores presentes, reconhecidos no mundo todo. Esperamos que isto estreite os laços e incentive novos participantes a se envolver mais com esta área da ciência e a desenvolver novos projetos.

5. Alguns dos maiores pesquisadores na área da Fotobiologia estarão reunidos em Porto Alegre. Em sua opinião, o que isto pode representar para o futuro do estudo da Fotobiologia no Brasil?

Como já comentado, esta é uma boa oportunidade de estabelecer novos contatos e novos projetos de colaboração. Isto oferecerá aos interessados na Fotobiologia na América do Sul uma motivação para expandir esta área e fará com que se tornem sumidades no assunto, em particular entre as novas gerações de dermatologistas e cientistas. Nós esperamos “plantar sementes” na mente dos profissionais das novas gerações para que eles se tornem líderes no assunto no futuro. O potencial do Brasil é enorme e eu penso que possui um excelente grupo de pesquisadores, talentoso e motivado, que já iniciou a contribuir de forma impactante na área da Fotobiologia.

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